quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Acordo de bancos deve acalmar mercado, diz Noyer

O acordo anunciado hoje entre cinco grandes bancos centrais - o Banco Central Europeu (BCE), Federal Reserve (Fed), Banco da Inglaterra (BoE), Banco do Japão (BoJ) e Banco Nacional da Suíça (SNB) - para prover os bancos com liquidez em dólar até o fim do ano deve tranquilizar os mercados e dar tempo aos bancos para reajustarem suas atividades em dólar, disse Christian Noyer, presidente do Banco da França, em uma entrevista para o jornal francês Les Echos que será publicada amanhã.

"Todos os bancos europeus e os bancos franceses não são exceção, estão sendo levados a reajustar suas atividades em dólar. Eles precisam reduzir seus balanços patrimoniais sem mexer em suas atividades principais, como o crédito a exportações", afirmou Noyer, que é membro do conselho do BCE. As novas medidas coordenadas darão tempo para os bancos fazerem isso, acrescentou.
Noyer disse que o problema é estrutural, com os fundos mútuos dos Estados Unidos em geral deixando a Europa, não apenas a França, porque o modelo de negócios americanos mudou. "Todos os bancos europeus vão ter de se adaptar", afirmou. "Isso, de qualquer forma, não vai provocar uma crise de crédito na Europa."
Ele disse que os bancos da França, "sem exceção, são sólidos", e que não há razão para não acreditar neles. Noyer afirmou também que os bancos não precisam ser recapitalizados. Entretanto, disse que, para deixar o sistema mais resistente, os bancos franceses deveriam seguir um "plano rígido" para reforçar seus colchões de capital, como prevê o acordo de Basileia 3.
Noyer afirmou ainda que as medidas anunciadas em 21 de julho devem ser implementadas rapidamente. Autoridades da zona do euro concordaram em julho em um segundo pacote de ajuda à Grécia bem como medidas para impulsionar o tamanho e a flexibilidade da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês).
Ele opinou ainda que a Grécia não vai declarar default (calote). "A própria Grécia não tem interesse em declarar default. As consequências políticas, econômicas e sociais seriam dramáticas. Ninguém emprestaria dinheiro ao país por um longo período." As informações são da Dow Jones.
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